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sábado, 16 de maio de 2020

Quanto mais idiota melhor



Esse é o título, em português, de um filme dos anos 90 que eu adorava. Nada tem a ver com o meu texto abaixo, a não ser o título, porém gosto da referência e da lembrança que esse filme me traz.


Agora o real assunto da postagem:

Hoje um conhecido de longa data postou ofensas públicas ao presidente da república. Ao ler essas críticas, que tinham fundamentação completamente equivocada, superficial e contaminada pela porcaria vomitada pela grande mídia brasileira, eu rebati devolvendo as críticas no mesmo tom, utilizando palavreado semelhante, porém em ambiente privado. Ele se sentiu muito ofendido e ficou de "mimimi".

Segundo ele:

“...É o presidente que está em questão...”, ou seja, nós cidadãos que estamos replicando na internet as asneiras que os outros produzem, não temos responsabilidade sobre nada disso.
Essa pessoa nunca foi muito esperta mesmo. Uma vez me surpreendi com ele agradecendo a Deus,  publicamente em oração durante uma cerimônia religiosa, pela humildade que ele mesmo tinha. Nada mais a declarar. Era common sense, em nossa turma de adolescentes, que pra ele “...ter uma ataque repentino...” levaria algumas semanas, dado sua perspicácia e velocidade de “raciosímio”.
Ninguém é perfeito e ninguém está 100% com a razão!
Nem eu, nem ele e nem o presidente da república. Definitivamente não é essa a questão.

Mas esse cenário de idiotas úteis, que nada fazem pela nação a não ser replicar bobagens produzidas por outras pessoas, que são produtos de décadas de doutrinação que sofremos no país, essa recusa de argumentação e defesa do próprio ponto de vista político, com a máxima “política não se discute”, e essa falta de noção de que direitos geram responsabilidades são as piores armas que um inimigo já pôde usar contra uma nação.

Sendo assim eu me pergunto e peço que se perguntem:

Somos realmente melhores que as pessoas que criticamos?
Temos o direito de publicar oficialmente o que bem entendermos e unirmos a isso o direito de não sofrer as consequências do que desejamos escrever ao mundo?

Essa falsa politização é realmente correta e aceitáveis na sociedade humana?

Há algum tempo atrás eu fui as ruas e pedi aos brados o impeachment da Dilma e fui a manifestações públicas a favor da condenação e prisão do Lula, contudo, aceitei e sofri todas as críticas e "bombardeios" decorrentes do meu posicionamento político.

Não há, ou deveria haver, responsabilidade no que é dito e feito publicamente?

Parafraseando o Tio Ben (Homem-Aranha).
"...grandes poderes geram grandes responsabilidades..."

SOU A FAVOR DA LIBERDADE PLENA DE EXPRESSÃO!

Porém, quer publicar o que pensa? Então sofra as consequências da sua postura "política" e esteja disposto a defendê-las e aceitar as críticas. Caso contrário, CALA BOCA e se recolha a sua insignificância e mediocridade!

Pra completar, seguem três versículos bíblicos relevantes para a situação:

“Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado; só o tolo não gosta de ser corrigido.”
Provérbios 12:01
“Quem tem juízo aprende mais com uma repreensão do que o tolo, com cem chicotadas.”
Provérbios 17:10
“Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado”
Provérbios 17:28
E tenho dito!

terça-feira, 31 de março de 2020

Quem você é no apocalipse zumbi?


Como é meu costume vou usar uma alegoria da cultura popular para dizer algo. Os bons entendedores entenderão.
Atualmente nos encontramos em tempos interessantes e quando olho para o universo que me cerca sinto-me realmente perplexo. Encontrei no universo cinematográfico do apocalipse zumbi, mais precisamente no seriado “The Walking Dead” uma forma de expressar um pouco da confusão moral que observo no dia-a-dia e uma forma de parodiar a realidade.


Nesse universo fictício podemos separar três grandes categorias:

OS BONS

São indivíduos que pautados por um padrão de moral (universal) passam pelas mais duras provações dando sempre provas dos valores básicos como: Amor, compaixão, misericórdia, caridade, abnegação e etc. Com falhas e dificuldades os componentes desse grupo podem se perder, as vezes se corromper, mas dentro de suas faculdades humanas, suas ações sempre afetam os mais próximos permitindo que o convívio humano ainda seja possível e mesmo nesses tempos de dificuldades vividos por eles ainda sim será possível observar aprendizado e crescimento.

OS MAUS

São indivíduos que, por mais diversos motivos, se entregam às paixões e isso os levam a abandonar os valores morais e se tornarem ditadores, agressivos, corruptos, egoístas e etc. Durante as experiências vividas por esse grupo, podem haver momentos em que a remissão acontece e uma mudança de comportamento possa ocorrer. Independente do que são ou das motivações que os levaram até onde eles estão, sempre podem usar de suas habilidades e características para influenciarem seus próximos e sobreviverem mais, sendo sempre possível fazer coisas novas em novos contextos aprendendo e crescendo.

OS ZUMBIS

Esses são quase uma força da natureza. Não pensam. Não articulam. Não interagem. Não se preocupam. Não influenciam o meio em que vivem a não ser através da tentativa de saciar a fome voraz de devorar tudo que é vivo ao seu redor. Não sabem o que estão fazendo e nem se preocupam em aprender, crescer ou conviver. Nada mais importa a não ser satisfazer ao instinto básico da fome independentemente de onde isso os leve. E o mais triste: Um vez zumbi, nunca mais volta a ser bom, mau ou se quer um humano pleno.


Conclusão

Quando observo ao meu redor vejo poucos maus e pouquíssimos bons, mas vejo um oceano de zumbis que não se importam, não querem discutir o assunto e nem querem se dar ao trabalho de crescer, aprender ou preocupar com algo além da subsistência.
Temo que a ficção não seja assim tão surreal!
Se alguma razão há em gastar meu tempo escrevendo algo, faço o apelo à quem me lê. Se você leu até agora talvez ainda não seja um zumbi e ainda haja esperança. Medite sobre o assunto e pense no o que você tem investido seu tempo e energia. Em amor, compaixão, misericórdia, caridade, abnegação, ganancia, agressividade, corrupção, egoísmo ou simplesmente em satisfazer seus instintos básicos e saciar sua fome em detrimento ao mundo que o cerca?

domingo, 29 de junho de 2014

Não é a hora do Hexa!

Hoje pela manhã eu estava assistindo novamente o filme “Invictus” de Clint Eastwood. Adoro assistir filmes bons muitas vezes. E esse é um grande filme. O filme trata da implicação política que teve o campeonato de Rugby de 1995 sobre a África do Sul.

O país se encontrava em um momento de transição e um sentimento de união em torno de um determinado interesse em comum era necessário para que essa nação e governo se consolidassem. Este tipo de manifestação esportiva está fortemente ligado a sentimentos de patriotismo e suscita aquela sensação de que "algo está dando certo". E, como contado no filme, esse sentimento foi amplamente explorado pelo governo Mandela na África do Sul de 1995.

Assim como na África do Sul de 1995 o Brasil, nosso amado país, passa por um momento difícil, porém nossas dificuldades diferem um pouco da história contada no filme. Nós temos hoje um governo altamente corrupto, que tem 12 anos de governo estabelecido e muito poucos avanços, na realidade muitos retrocessos, na economia, infraestrutura e cumprimento de promessas de campanha eleitoral.

A corrupção dos nossos governantes é clara e nítida! Não há como disfarçar isso mais. A coalizão partidária que se encontra atualmente no poder está muito envolvida com vários escândalos de corrupção já julgados em outros tantos a julgar. Existe uma forte ligação comprovada desse grupo com o narcotráfico sul-americano desde a campanha eleitoral milionária do PT em 2002. O país regrediu em infraestrutura de produção, pois o custo de produção das nossas indústrias se torna a cada ano mais inviável ao investidor estrangeiro devido aos altos preços de energia, mão-de-obra especializada, impostos e custo de escoamento de produção. E sem investimento de fora temos logicamente a dificuldade de geração de empregos. Sem empregos na indústria o comércio de apoio é fortemente afetado e a economia não anda. Isso tudo se deve a má gestão do governo atual, que se preocupou somente com seu estabelecimento e sua própria consolidação no poder ao invés de realmente gerar avanços econômicos, de infraestrutura ou sociais para o país.

O futebol é realmente uma paixão nacional. Aqui no Brasil todos nós nos emocionamos e torcemos pelos “nossos meninos”...

porém merecemos realmente ganhar essa competição?


No momento em que escrevo esse texto a “nossa seleção” acabou de passar pela seleção Chilena nas oitavas de final do torneio. Não “apresentamos” um bom futebol. “Nossos” jogadores não são os melhores da competição, muito embora “tenhamos” craques que merecem de fato reconhecimento e valorização, “nossa” seleção não é nem de perto a melhor seleção (técnica, tática e dedicação) dessa competição.

A política de apoio ao esporte no Brasil é fraca, se não nula. Nossos melhores atletas têm que obrigatoriamente sair do país se quiserem um futuro. 

A corrupção é tamanha que já é senso comum entre todos os brasileiros que a organização da copa do mundo da FIFA foi um antro de enriquecimento ilícito e uma desavergonhada pocilga de sangue sugas do dinheiro público brasileiro.

Se esportivamente não somos os melhores e como nação não temos motivos para mostrar ao mundo uma fórmula de sucesso, porque o Brasil de 2014 não é um sucesso. Então ao contrário da África do Sul de 1995 não temos motivos para coroar nossas ações com um título mundial em qualquer que seja a categoria, a menos que tenham, por aí, um Oscar da corrupção mundial ou um torneio mundial de má gestão de dinheiro público. Devemos consultar os líderes mundiais de corrupção (Cuba, Rússia e etc) para ver se existem tais prêmios.

Não sou um cientista político, nem um economista e muito menos um especialista em futebol. Sou apenas um brasileiro que justamente por amar o país espera e luta por mudanças.

Eu torço pela seleção brasileira de futebol!


Mas que seja um título para coroar um trabalho justo e honesto para um país melhor, seja na economia, na política de apoio ao esporte e social ou na infraestrutura de produção do país.
Não torço por um título que seja para anestesiar a nossa necessidade de mudança com uma falsa sensação de que algo está dando certo!


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cobertores Mágicos

Quando eu era criança, tinha aproximadamente uns dez anos de idade, alguns primos mais velhos fizeram uma bobagem. Levaram-me pra uma seção dupla de cinema com filmes de terror que eu não deveria assistir, pois esses filmes eram destinados a uma faixa etária superior a minha. Além de desobedecer meus pais, também enganamos os funcionários da sala de cinema com artimanhas infantis. Foram dois filmes que atualmente considero bobos, um sobre lobisomens e outro sobre vampiros. Quem tem mais de trinta anos hoje em dia deve se lembrar desses filmes que em português receberam os seguintes nomes "Bala de prata" e "A hora do espanto".


Resultado: Fiquei com medo de lobisomens e vampiros e por consequência com medo de dormir a noite.

Durante uma boa parte dessa época para dormir em paz minha mente (infantil) desenvolveu uma teoria que me ajudou a enfrentar o medo para conseguir dormir. Como desde criança eu sempre fui um grande admirador de cavalos, eu tinha um cobertor com uma imagem de cavalo e, em minha mente, esse cobertor de alguma forma passou a ser mágico e ele me protegia de ser visto, por monstros como lobisomens e vampiros.

Até que a maturidade me fizesse perceber que lobisomens ou vampiros não existiam, eu só dormia com esse cobertor. Nessa época eu morava em um balneário tropical cuja temperatura noturna média durante a maior parte do ano era de 25 a 26 graus célsius. Isso significa que por medo e infantilidade eu passei muito calor para dormir durante uma boa parte da minha pré-adolescência.

É o preço que se paga pela infantilidade e desobediência!

Da mesma forma que eu fiz, quando era criança, vejo hoje em dia muita gente com imaginação fértil criando realidades fantásticas para se proteger dos seus medos e receios. Muita gente desenvolve teorias belas de cobertores mágicos para acreditar que estão corretos mediante a sua consciência. Alguns até flertam em parte com a Bíblia ou o cristianismo para aplacar seus medos e receios.

Fato é que se considerarmos as Sagradas Escrituras realmente como um manual enviado por Deus, então não devemos considerar seu conteúdo em partes e sim na integra.

Logo, aqui estão algumas verdades bíblicas que são incontestáveis quando examinamos as escrituras a fundo:

Depravação total do homem:

Também chamada de "depravação radical", "corrupção total" e "incapacidade total". Indica que toda criatura humana, em sua condição atual, ou seja, após a queda, é caracterizada pelo pecado, que a corrompe e contamina, incluindo a mente. Por isso, afirma-se que ninguém é capaz de realizar o que é verdadeiramente bom aos olhos de Deus. Em contrapartida, o ser humano é escravo do pecado, por natureza hostil e rebelde para com Deus, espiritualmente cego para a verdade, incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação. (Efésios 2.1)

Eleição incondicional:

Eleição significa "escolha". É a escolha feita por Deus desde toda a eternidade, daqueles a quem Ele concedeu a graça da salvação. Esta escolha não se baseia no simples mérito, ou na fé das pessoas que Ele escolhe, mas se baseia em Sua decisão soberana e incondicional, irrevogável e insondável. Isso não significa que a mesma salvação final é incondicional, mas que a condição em que assenta (fé) é concedida também pela graça de Deus, como Seu presente para aqueles a quem Ele escolheu incondicionalmente. (Romanos 8.28-30)

Expiação limitada:

Também chamada de "redenção particular" ou "redenção definida", significa que a obra redentora de Cristo foi apenas visando a salvação daqueles que têm sido alvo da graça da salvação. A eficácia salvífica do Cristo redentor, então, não é "universal" ou "potencialmente eficaz" para quem iria recebê-lo, mas especificamente designada para tornar possível a salvação daqueles a quem Deus Pai escolheu desde antes da fundação do mundo. A expiação não é limitada em seu valor ou poder (se Deus o Pai quisesse, teria salvo todos os seres humanos sem exceção), a expiação é limitada na medida em que foi destinada para alguns e não para todos. (João 6.37)

Vocação eficaz (ou Graça Irresistível):

Também conhecida como "graça eficaz", onde a influência salvífica do Espírito Santo de Deus é irresistível, superando toda e qualquer resistência. Quando então, Deus soberanamente visa salvar alguém, o indivíduo não tem como resistir à essa graça da vida eterna com o próprio Deus. (Filipenses 2.13)

Perseverança dos santos:

Também conhecida como "preservação dos santos" ou "segurança eterna", onde aqueles a quem Deus chamou para a salvação, e depois, à comunhão eterna com Ele ("santos", segundo a Bíblia) não podem cair em desgraça e perder sua salvação. Mesmo que, em suas vidas, o pecado os leve a renunciar à sua profissão de fé, eles (se eles são autênticos eleito), mais cedo ou mais tarde, retornarão à comunhão com Deus. A salvação é obra de Deus do começo ao fim, Deus é fiel às Suas promessas, e nada nem ninguém pode impedir Seus propósitos soberanos. Se uma pessoa cai em apostasia ou não mostra mais sinais de arrependimento genuíno, pode ser prova de que ele nunca foi realmente salvo, e, em seguida, que não fazia parte do grupo dos eleitos. (João 10.26-29)

Conclusão:

Por mais cobertores mágicos que as pessoas desenvolvam em sua imaginação fértil a Bíblia é realmente um manual prático a ser seguido com início, meio e fim, onde não há espaços para duplas interpretações nem conclusões divergentes. Interpretações diferentes e caminhos alternativos só ocorrem quando decidimos não considerar seu conteúdo na integra, mas somente as partes que nos interessam.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Um herói Presbiteriano?

Um dos novos lançamentos de Hollywood para este ano é o longa-metragem “Solomon Kane”:

O Personagem

Personagem das histórias em quadrinhos, do mesmo criador de Conan e do Rei Kull, Robert E. Howard.
Salomão Kane, é um puritano do século XVI, que vaga pelo mundo enfrentando demônios, feiticeiros, Vampiros e outras forças sobrenaturais com que tem que lutar.
Normalmente andava com duas armas: uma pistola e uma espada.
Suas histórias eram sempre apresentadas na revista Espada Selvagem de Conan, e em uma delas, Salomão chega a confrontar o Conde Drácula.

O Filme


Conta a história de Solomon Kane, um herói puritano que caça monstros e seres sobrenaturais. Vaga pela América colonial, século 16, em busca de vingança pela morte de sua família nas mãos de um feiticeiro.
Criado por Robert E. Howard (Conan), a produção fica ao encargo de Samuel Hadida (O pacto dos lobos). Michael J. Bassett, roteirista e diretor de pouca expressão, escreveu o roteiro de Solomon Kane e dirigirá. Já o ator que interpretará Solomon Kane é James Purefoy (Coração de Cavaleiro, série Roma).
O longa estreia no Brasil em 3 de setembro, e o elenco conta com os nomes de James Purefoy, Max von Sydow, Pete Postlethwaite, Rachel Hurd-Wood, Alice Krige e Mackenzie Crook.

O Puritanismo

O puritanismo designa uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais depois da Reforma. Segundo o pensador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro A Democracia na América, trata-se tanto de uma teoria política como de uma doutrina religiosa.

Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, o adjetivo "puritano" pode designar tanto o membro desta ala de presbiterianos rigoristas como aquele que é rígido nos costumes, especialmente quanto ao comportamento sexual (pessoa austera, rígida e moralista).

Para mais informações sobre o puritanismo clique aqui

domingo, 15 de agosto de 2010

A Lição de Rocky Balboa

Assistindo o filme Rocky Balboa (o último da série), depois de ter assistido toda a série nas últimas semanas, não pude deixar de notar uma lição impressionante em um diálogo que o personagem Rocky Balboa (Sylvester Stallone) teve com seu filho Rocky Balboa Jr. (Milo Ventimiglia).


A perola foi a seguinte:

“...Você não vai acreditar. Você cabia aqui (e aponta para palma da mão). Eu segurava você e dizia para sua mãe. Esse menino vai ser o melhor menino do mundo. Esse menino vai ser melhor do que qualquer um que conhecemos. E você cresceu bom e maravilhoso, foi muito legal ver você crescer. Foi um privilégio. E chegou a hora de você ser adulto e conquistar o mundo. E conquistou. Mas em algum ponto desse percurso você mudou. Você deixou de ser você. Agora deixa as pessoas botarem o dedo na sua cara e dizerem que não é bom. E quando fica difícil você procura alguma coisa para culpar. Como uma sombra. Eu vou dizer uma coisa que você já sabe: O mundo não é um grande arco-íris. É um lugar sujo é um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos se você deixar. Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você agüenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de agüentar e continuar tentando. E assim que se consegue vencer! Agora se você sabe o seu valor então vai atrás do que você merece, mas tem que ter disposição para apanhar e nada de apontar dedos e dizer que você não consegue por causa dele ou dela ou de quem quer que seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde. Você é melhor do que isso...”

A série Rocky não é na realidade um filme de ação sobre boxe, ao contrário do que muitos pensam. É um drama que trata das dificuldades da vida de uma pessoa. Um homem, um lutador, que não se entrega perante as dificuldades e problemas da vida. Recomendo todos os filmes da série.

Rocky, Um Lutador (1976)

Sinopse

Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um boxeador considerado medíocre, tem a grande chance de sua vida quando lhe oferecem uma luta pelo título mundial, contra o grande campeão americano, Apollo Creed. Vencedor de 3 Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição.









Rocky 2, A Revache (1979)

Sinopse

Após o término do confronto contra Apollo Creed (Carl Weathers), Rocky (Sylvester Stallone) promete à Adrian (Talia Shire), sua esposa grávida, que irá largar os ringues de boxe. Porém, Apollo quer provar que Rocky não foi nocauteado por acaso e, como este está sem dinheiro, promovem outra luta entre os dois pugilistas.







Rocky 3, O Desafio Supremo (1982)

Sinopse

Rocky (Sylvester Stallone) é derrotado por um novo e difícil adversário, conhecido como Clubber Lang (Mr. T). Decide aceitar uma revanche depois que seu treinador morre, recebendo a ajuda de seu antigo adversário Apollo Creed (Carl Weathers), em troca de um pequeno favor.









Rocky 4 (1985)

Sinopse

Rocky Balboa, campeão mundial de pesos-pesados, é o treinador de Apollo Creed em uma luta de exibição contra o soviético Ivan Drago. Nessa luta, uma tragédia acontece: Apollo é morto pelo seu adversário antes que Rocky tenha jogado a toalha. Balboa culpa-se pelo acontecido e resolve se vingar pelo seu amigo.








Rocky 5 (1990)

Sinopse

Na luta com Drago, o lutador russo, Rocky (Sylvester Stallone) acabou recebendo uma lesão permanente. Assim é forçado a se retirar do boxe e, para piorar as coisas, descobre que seu contador roubou sua fortuna. Sem dinheiro e não podendo voltar a lutar, ele começa a treinar um jovem (Tommy Morrison) que promete ser um grande lutador. Mas seu trabalhado não é terminado, pois um empresário atrai o jovem pugilista com um alto salário, mas mestre e aluno ainda vão se reencontrar como rivais.






Rocky Balboa (2006)

Sinopse

Rocky Balboa (Sylvester Stallone) está viúvo e aposentado há algum tempo. Longe dos ringes, leva uma vida tranqüila como um dono de um pequeno restaurante. Tudo muda, no entanto, quando Rocky se vê diante da oportunidade de enfrentar o supercampeão peso pesado Mason "The Line" Dixon. Será que Rocky ainda é capaz de se tornar o campeão?








Não sou triunfalista e nem ao menos otimista, sei muito bem o quão duro a vida bate e creio que essa lição de Rocky deve ser observada. Não no sentido de merecermos mais do que temos, mas sabendo que apesar de depositarmos nossa fé e esperança em Deus. Esse mesmo Deus não faz o que podemos fazer. Ele, através da sua maravilhosa graça, nos dá as ferramentas necessárias para fazermos o melhor com o tempo que nos é dado aqui na terra, portanto, façamos o melhor que podemos para honra e glória de Deus.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O que nossos filhos assistem?

Entre outras coisas sou um consumista saudosista. Gosto de comprar coisas que remetem minhas lembranças à minha infância e também adolescência. Geralmente compro discos de músicas antigas, filmes antigos, seriados antigos e desenhos animados antigos.
Um dia desses quando eu assistia uma série de desenho animada dos anos 80 (Thundercats) comecei a perceber algo de muito sinistro e apavorante. É até meio clichê escrever sobre isso, pois creio que todas as gerações dizem o mesmo das gerações posteriores: “... na minha época as coisas eram...” e etc. Mas, tentando fugir do óbvio, o que me surpreendeu foi que pude relembrar que a cada episódio do desenho que eu assistia havia uma lição de moral intrínseca. Valores como verdade, justiça, honra, companheirismo, trabalho em equipe, perdão, piedade, coragem e alguns outros valores morais eram ensinados de forma agradável e em uma linguagem bem apropriada. Então comecei a lembrar de outros desenhos da mesma época que também tinham essa prática: HE-MAN, Comandos em Ação, Galaxy Rangers, Silver Hawks, Caverna do Dragão entre muitos outros. E muito embora os protagonistas desses desenhos animados fossem poderosos e/ou tivessem armas mágicas impressionantes ou acesso a tecnologias fantásticas o que realmente tornava possível alcançar dos objetivos (salvar o dia) era quase que sempre a aplicação prática desses valores morais.

Não tenho muito tempo para assistir desenhos animados hoje em dia, mas acabo sabendo das novidades pelo contato com meu sobrinho, meus primos mais novos e alguns alunos adolescentes que tenho. O que tenho percebido nos desenhos atuais são dois aspectos marcantes:
  1. Tem havido uma exposição equivocada de mangá (desenho animado japonês) para o público infantil. O que nem todos sabem é que mangá não é necessariamente um desenho para o público infantil, aliás, quase nunca o são. O mangá japonês seja em formato de história em quadrinhos ou em formato de desenho animado é geralmente produzido para o público adulto japonês e trata de temas adultos que são no mínimo inapropriados para crianças.
  2. Outro aspecto importante é que os valores morais foram radicalmente substituídos. A grande maioria dos desenhos tem em seus protagonistas, pessoa e/ou criaturas que necessitam derrotar inimigos através da conquista de poder e esse poder vêm através de uma superação pessoal normalmente baseada em sacrifício pessoal de valores, abandono de convívio social, foco exacerbado em uma única atividade, a não preocupação com as conseqüências de atitudes e a utilização de recursos como mentira, roubo, traição, vingança entre outras atitudes negativas.
Vou tratar aqui de duas obras cinematográficas relativamente recentes e que têm o mesmo pano de fundo (a realidade fantástica):

As Crônicas de Nárnia x A Bússola de Ouro

As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005)

SINOPSE
Durante a 2ª Guerra Mundial na Inglaterra, quatro irmãos vão para uma casa de campo. Lá, pela porta de um guarda-roupas, eles entram no fantástico mundo de Nárnia, habitado por animais falantes, seres mitológicos e uma bruxa má. Baseado na obra de C.S. Lewis.





 Minha análise:
Esse filme reflete o caráter cristão do autor da obra literária (C.S.Lewis) sendo uma alegoria do cristianismo com forte foco em valores como justiça, perdão, coragem e fraternidade.

A Bússola de Ouro (2007)

SINOPSE
A órfã Lyra Belaqua vive uma vida normal no Oxford's Jordan College. Mas, quando seu amigo Roger desaparece misteriosamente, ela começa a enfrentar manifestações sobrenaturais e descobre um universo paralelo, habitado por bruxas e criaturas incríveis.




Minha análise:
Baseado na obra do escritor inglês Philip Pullman esse filme reflete o caráter ateísta do autor. O filme prega a desobediência às autoridades, seus protagonistas utilizam mentira, traição, roubo entre outros artifícios para se alcançar um “bem maior”. É uma crítica direta a Igreja e à religião.

Conclusão:
Não é segredo que nossas crianças ficam mais tempo assistindo TV (desenhos animados, filmes e seriados) do que ouvindo seus pais ou tendo um convívio familiar no qual deveria haver a transmissão dos valores morais básicos, mas ainda é possível encontrar nesse meio (desenhos animados, filmes e seriados) algum material que tenha conteúdo que acrescente à educação de nossos filhos.
Sei que a rotina da vida contemporânea dificulta a disponibilidade de tempo dos pais para dedicação a educação de valores morais a seus filhos, mas creio que é um esforço ou até mesmo um sacrifício, que terá seus benefícios lá na frente. Quando seus filhos, então adultos, terão que tomar decisões embasadas nos valores morais que lhes foram transmitidos desde a infância.
Provérbios 22.6 “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”